Essa
semana estava em um rodízio de sushi, aliás, eu, meu marido e minha
bebê no bebê conforto, quando um casal com um bebê de 2 meses chegou.
O neném vinha no bebê conforto também, dormindo, mas logo acordou
e começou a chorar. A mãe não conseguiu acalmá-lo no colo e teve
que usar o recurso - quase sempre - infalível: o peito. Ali, meio
sem jeito, cobrindo o seio com a fralda, a mãe acalmou a neném.
Antes de ser mãe eu me questionaria : - o que faz essa mãe com esse
bebê aqui, Meu Deus? Que irresponsabilidade!
Bem,
é preciso viver pra saber mesmo...
A
situação que aquela mãe vivia eu passei diversas vezes com a minha
Olívia e meu marido. Quando ela já tinha uns 2 meses, começou a
dormir após às 19h, era a nossa chance! Nos arrumávamos
,colocávamos a Olívia no bebê conforto dormindo e íamos tentar
desfrutar de alguma distração. Essa foi a forma de muitas vezes eu
sentir que ainda há sim vida longe do quartinho da neném. Que eu
não servia só para amamentar e trocar fraldas.
Se
você não viveu a maternidade ainda deve achar que é uma visão
meio egoísta da minha parte. Mas não é não, amo minha filha com
toda a força possível e conheci o que é realmente amor quando tive
a minha Olívia. No entanto, apesar de tudo isso, ainda existe a
Aline aqui, a Aline mulher, a Aline que gosta de dar uma volta.
Existe a mulher que ía e vinha pra onde bem entendesse e de repente
se viu passando o dia inteiro dentro de casa, sendo o que nunca foi:
mãe e dona de casa. Tinha hora que eu pensava que iria enlouquecer,
não iria dar conta.
A
licença maternidade pode fazer você conhecer um outro lado de você
mesma, e isso é bem bacana, mas aquele lado que você tinha antes de
ser mãe, ainda existe e ele faz falta.
Nesse
momento foi fundamental o apoio do meu marido, que tantas vezes me
via estressada, cansada , descontando muita coisa nele e me levava
para dar uma volta, para comer alguma coisa fora e ver gente, ver
pessoas, ver a rua. Me fazia muito bem!
É
claro que eu não estou aqui defendendo aquelas mães que saem com os
filhos de recém-nascidos e vão ao shopping, tampouco qualquer ato
de irresponsabilidade que possa afetar a saúde do seu bebê. Só
estou aqui mostrando um lado que ninguém vê quando chama uma mãe
nessas situações de irresponsável. Mas agora quando você ver por
aí um casal e um neném no bebê conforto, não julgue, entenda. Se
você tiver a oportunidade de ser mãe, entenderá!